segunda-feira, 21 de agosto de 2017

LIVRO / PESQUISA PÓS DOUTORADO "PRIMAS"

Gostaria de solicitar divulgação e/ou aquisição do meu livro/pesquisa do Pós Doutorado em Sociologia, que realizei entre 2013 - 2016. O resultado se chama Primas e está em campanha de financiamento internacional pelo Kickstarter.

Estamos em reta final em campanha de financiamento e gostaria de solicitar sua ajuda no compartilhamento dessa campanha.

Segue link e desde já te agradeço se puder divulgar.

Muito obrigado!

https://www.kickstarter.com/projects/1517309735/primas-a-journalistic-graphic-novel-about-prostitu

Prof.Dr. Alberto Ricardo Pessoa
Professor Permanente do Programa de Pós Graduação Comunicação da Universidade Federal Paraíba

Primas - uma novela gráfica jornalística sobre a prostituição
Uma novela gráfica de 112 páginas sobre uma jovem mulher que faz escolhas de vida desafiadoras em uma área pobre da Paraíba, no Brasil.

Colocar um! Vagabunda!

Rosa carrega nomes como estes enquanto luta para fazer o seu caminho como uma prostituta em uma das comunidades mais pobres do Brasil. Com ilustrações impressionantes, Primas abre uma janela para seu mundo de sexo e violência, amizade e família.

A novela gráfica explora a questão da decisão pessoal versus vítima de circunstância . O trabalho sexual pode ser uma escolha de carreira necessária em uma área que oferece poucas oportunidades para as mulheres?

Artista e educadora, Alberto Pessoa cria um retrato de Rosa que é macio e cru. Sua primeira novela gráfica Primas é baseada em pesquisa de campo e entrevistas realizadas em parceria com sociólogos da Universidade Federal da Paraíba.



PRIMAS CREATIVE TEAM

ESCRITA E ILUSTRAÇÃO por ALBERTO PESSOA, doutorado
em pesquisa de LORELEY GARCIA, assistente de doutorado
por ANDRÉ LUIZ, CAROLINA BERNARDINI, ALEXANDRE CÂMARA e RUAN CABRAL


EQUIPE DE PRODUÇÃO DE STACHE

GESTÃO DE PROJETOS por ANTHONY MATHENIA
INGLÊS LOCALIZAÇÃO por JORDAN WILLIAMS
COPYEDITING por MARTA TANRIKULU e BENJAMIN HALL

domingo, 20 de agosto de 2017

DIVULGAÇÃO DO ESPECIAL DA AGENTE LARANJA

Uma ótima resenha do blog "Mensagens do Hiperespaço" do fanzine especial ADRIANA, A AGENTE LARANJA. O meu muito obrigado ao amigo Cerito Silva.



sábado, 19 de agosto de 2017

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Micro Entrevista: WATSON PORTELA

Watson Portela nasceu em Recife, Pernambuco. É um dos grandes desenhistas nacionais e fã dos quadrinhos de C. C. Beck, artista americano que acabou influenciando seu traço.

É o autor das elogiadas séries de FC/Fantasia “Paralelas” e “Voo Livre”, publicadas em várias revistas e no fanzine Historieta, de Oscar Kern. Estreou com uma HQ histórica para a Ebal de Adolfo Aizen, que jamais foi publicada. Em 1975, participou de concurso caça/talentos promovida pelo "Gibi Semanal", da RGE. “Em 1976, o Otacílio Barros (Ota, editor da Vecchi) pediu para eu dar um pulinho no Rio de Janeiro, pois queria me conhecer. O Lotário Vecchi (dono da empresa) também era fã dos meus trabalhos”, recordou. “Mudei para o Rio de Janeiro ainda em 1976 e comecei a trabalhar para a Vecchi. Fazia o ‘Chet’. Lembro que foi antes de completar 26 anos, em outubro”. Em 1979, publicou em “Spektro”, da Vecchi. Não parou mais. Fez terror, erotismo, western, humor e super-heróis para Grafipar de Curitiba (para onde se mudou na época), Press Editorial, entre outras editoras. Dono de traço ímpar, seus desenhos fizeram a cabeça de toda uma geração. Contratado pela Editora Abril, passou a desenhar "Os Trapalhões", "Disney", "He-Man", "Jovem Radical" e HQs para a clássica “Aventura & Ficção”, além de várias capas icônicas para as revistas de linha da Abril.


Entrevista


Ecos da Vida é um fanzine que marca sua volta ao mundo das HQs? Como surgiu a ideia e o que o leitor encontrará em suas paginas? O que planeja para os próximos números?


Não. É só uma publicação que quis fazer por amor aos independentes. Sempre gostei de fanzines e, claro, participar com o meu, é muito legal. Como expliquei no Facebook, minha arte não é adequada para HQs de terror, então criei a série “Ecos da Vida”, cujo tema é mais “sobrenatural”. Olha... Ainda nem comecei a vender, como posso “planejar” outros Há,há,há,há...


Podemos sonhar com uma volta do mestre a prancheta e material inédito a curto ou médio prazo?


Eu diria que em curto prazo, não. Mas a longo prazo, tem outra revista inédita, que será publicada.


Serviço:


Ecos da Vida 1, de Watson Portela. Fanzine de 52 páginas, capa colorida e miolo PB, com produção gráfica e acabamento da Atomic Print. Pedidos: watsonportela@gmail.com

HQ "Visitantes Noturnos" - ADRIANA, A AGENTE LARANJA E ENEMUS

Uma parceria inusitada, ADRIANA, a AGENTE LARANJA e ENEMUS, personagem de Marcos Gratão

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

REVISTA "ECOS DA VIDA" - COMEMORANDO 50 ANOS DE DESENHO DE WATSON PORTELA

REVISTA ECOS DA VIDA
WATSON PORTELA COMEMORA 50 ANOS DE DESENHO COM LANÇAMENTO DA REVISTA ECOS DA VIDA.
MATUMBO 21/07/2017

COLORIZAÇÃO DIGITAL – Rafael Portela
EDIÇÃO INDEPENDENTE
CRIAÇÃO/ EDIÇÃO/ TEXTO E ARTE
EDITORA COMIIC - MARCOS FREITAS
PEDIDOS - watsonportela@gmail.com

Não se trata de “historia de terror” porque o meu estilo de desenho não é compatível com esse tema, e também queria sair um pouco da ficção. Sem a obrigação de cumprir prazos, já que não foi feito pra nenhuma editora, “Zé Cururu” é mais uma sátira (um pouco exagerada sobre lobisomem), enquanto que “Sombra da Morte” foi uma história que minha mãe contava quando eu era moleque... “ Uma Bala Certeira” é uma adaptação livre. “ Besta-Fera” , foi trabalhada em cima de um cordel, e finalmente, “ A Tempestade”, a última HQ que fiz! A revista já estava fechada, mas tiramos “O Rei Orobó IV” pra colocar no “Paralelas” (Devir), então, fiz essa história pra poder completar a revista. A princípio seria em P/B, mas comecei a usar efeitos de grafite e percebi que daria “o clima” que eu procurava, e assim foi feito. Nem sempre o que é “bom” pro autor é bom pro leitor, então, a resposta final fica com vocês.

Watson Portela

INCAPACIDADE - AGENTE LARANJA

HQ roteirizada por ANDRÉ CARIM e ilustrada por RAFAEL PORTELA

PARCEIRAS - HQ "AGENTE LARANJA" em parceria com "ANGEL" (Personagem de Clodoaldo Cruz)

HQ roteirizada por ANDRÉ CARIM, ilustrada por ROGÉRIO ROCHA e cores de MARCOS GRATÃO

terça-feira, 15 de agosto de 2017

ENTREVISTA COM "ÁLVARO DE MOYA" - RAFAEL SPACA - REVISTA BRAVO

O mestre da HQ
Entrevista inédita concedida por Álvaro de Moya, nome central nos quadrinhos brasileiros, morto nesta segunda-feira em decorrência de um AVC


Por Rafael Spaca
Conhecia sua história, mas não o conhecia pessoalmente até o nosso amigo em comum, o sr. Kendi Sakamoto (o maior colecionador de HQs do país), nos apresentar. A apresentação foi motivada pela produção em andamento da biografia da atriz Débora Munhyz (a grande musa de José Mojica Marins), em que eu estava trabalhando à época. Álvaro de Moya dirigiu Débora em A B…Profunda (1984), filme de sexo explícito da fase mais “maldita” da nossa famigerada Boca do Lixo. De todas as suas facetas, essa, do cinema, era a mais desconhecida.
O ano era 2015, Kendi Sakamoto marcou um almoço numa padaria chique no também bairro chique de Moema, São Paulo. Chegamos primeiro e logo em seguida Moya nos encontrou. Percebi que ele era um dos nossos quando encheu seu prato de comida, sem esboçar qualquer maneirismo, chutando pra longe qualquer empulhação.
Começamos a conversar sobre cinema, e tudo aquilo que ela falava, de maneira quase despretensiosa, pra mim era uma palestra. Pedi sua permissão e comecei a gravar. Com uma mão eu almoçava e com a outra eu gravava seu depoimento. Moya falava, mastigava e ensinava, tudo ao mesmo tempo. Ao concluir seu depoimento, já imaginava o quão histórico seria. Transcrevi esse relato e ele estará, na sua íntegra, no livro Débora Munhyz, do Terror ao Amor (Editora Laços, 248 páginas), que será lançado agora, no dia 29 de agosto, no Cine Olido.
Depois disso nos encontramos outras vezes, sempre em lançamentos de livros. Nosso último encontro foi no dia 6 de maio deste ano, na Ugra Press, quando do lançamento do meu último livro, As HQs dos Trapalhões (Editora Estronho). Estávamos fazendo um bate-papo quando ele desceu a escada e, em voz alta, Bira Dantas, um dos palestrantes, anunciou: senhoras e senhores, Álvaro de Moya! Todos aplaudiram. Ele se acomodou e começou a ouvir a conversa. Não demorou muito e, na plateia, Moya começou a mostrar quem realmente sabe das coisas ali.
Nunca arrogante, pedante, como vemos aos montes por aí. Esses medíocres que arrotam uma suposta inteligência sempre foram ironizados por Moya. Era um sujeito boa praça, generoso, sempre disposto a compartilhar seu conhecimento.
Nosso último contato foi por telefone. Conversamos a respeito da série de entrevistas para a Bravo! e ele ficou muito feliz. Era um entusiasta da preservação e da difusão da memória e da cultura dos quadrinhos no país.
Deve ter sido sua última entrevista. Segue ela abaixo.



Você nasceu em 1930, como foi a sua infância?
Infância de família burguesa, muito dramática. Narro no meu livro inédito O Mundo é Quadrado.

Nas décadas de 30 e 40 como era o mercado de gibis no Brasil?
Era ótimo para os quadrinhos americanos. Difícil para os brasileiros.
Você é considerado por muitos como o maior especialista em histórias em quadrinhos do país. Esse seu conhecimento foi cultivado desde a infância?
Nós, jovens, queríamos fazer quadrinhos e notamos que precisávamos saber escrever e líamos muitos clássicos: Tchecov, Hemingway, Faulkner, Sartre.

Além de conhecer a história, você também desenha. Como desenvolveu sua habilidade para o traço?
Fui discípulo de Jayme Cortez no desenho, Sylas Roberg em literatura, Walter George Durst em televisão, Rubem Biáfora em cinema.

Se especializou em algum curso?
Me especializei em cabular aulas para ir ao cinema. Ler gibis em vez dos livros escolares. Autodidatismo em coisas que gostava. Literatura, cinema, música, quadrinhos, etc.

Nos jornais O Tempo, Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo e O Estado de São Paulo você trabalhou como chargista. Como era a sua dinâmica de trabalho?
Em O Tempo era o ilustrador do jornal. Mas também escrevi artigos. Em dezembro de 1950, Syllas e eu escrevemos um dos primeiros artigos em jornais sobre Al Vapp, autor de Li’l Abner (Ferdinando). E com Walter George Durst sobre o macarthismo em Hollywood.

Qual era o seu enfoque nas charges? Era livre ou seguia a orientação de algum diretor?
Era difícil fazer charges, como desenho e como temática.

O que um bom chargista precisa ter?
Senso de humor, crítica social, humanismo e odiar políticos…


Na Editora Abril muitas capas do Pato Donald e Mickey foram produzidas por você. Nesse caso você tinha que seguir as diretrizes da matriz americana. Como era o sistema de trabalho para estes desenhos?
Só no estilo. Liberdade total para as capas. Notei que as revistas ficavam escondidas nas bancas de jornais. Desenhei uma carinha do Mickey, outra do Pato Donald, assim o jornaleiro via o desenho no topo, embaixo de outras revistas. Os comic books de super-heróis copiaram. Não era importante como o 14 Bis, mas os irmãos Wright dos comics estavam alertas…

Você também desenhou as versões de A Marcha, de Afonso Schmidt (Edições Maravilhosas, da EBAL — Editora Brasil América), Zumbi e Macbeth para a Clássicos de Terror. Fale a respeito destes trabalhos. O traço para este tipo de trabalho é mais apurado?
Eu era influenciado por Alex Raymond (perdão!). Dava muito trabalho, era lento para desenhar e rápido no texto. Pesquisa era difícil na época. Decidi fazer Zumbi sem pesquisa iconográfica como na Marcha. Pensei em Tarzan. Mas o texto questionava o suicídio de Zumbi. Copiei uma carta do governador de Pernambuco dizendo como Zumbi foi traído e morto numa caverna. Até hoje os livros clássicos de História do Brasil como Rocha Pombo, são reimpressos com a balela do suicídio. Já imaginaram? Os quadrinhos perseguidos e contestando os marajás da nossa História?

Tudo era feito em nanquim?
Sim. E papel importado, Schoeler. E pincel Winsor & Newton.

Onde produzia seus desenhos, tinha um estúdio próprio?
Estúdio em casa ou na redação dos jornais.

Como foi montar a Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos (junto com Jayme Cortez, entre outros), em 1951, na cidade de São Paulo? Como surgiu a ideia e do que se tratava?
Foi uma loucura. Eu que falava e escrevia em inglês, tive a ideia de escrevermos para os artistas americanos pedindo originais com a desculpa de fazer uma exposição. Um deles, não lembro quem, disse que era a primeira vez que alguém pedia para pendurar na parede um desenho seu. Descobrimos que éramos pioneiros…

Como foi a receptividade desta exposição?
Éramos da imprensa, teve cobertura no Rio e em São Paulo, na pioneira TV Tupi (para quem eu desenhara os letreiros do show inaugural do dia 18 de setembro de 1950).

Como define seu traço?
Um Alex Raymond fracassado.

Qual foi o período de ouro na produção e leitura das HQs nacionais?
Anos 30.

Por que ninguém, aqui no Brasil, consegue fazer frente à Turma da Mônica?
Mauricio e Ziraldo vieram beneficiados pela nossa eterna luta pelos quadrinhos nacionais e pela linguagem revolucionária dos comics.

Esse monopólio não é ruim para o país?
Pelo contrário. Mauricio há muito vende mais que Disney. Ziraldo tem mais prestígio internacional que aqui. O mercado provou que os editores do meu tempo eram cegos.

Acredita que podemos criar uma indústria de HQs no Brasil?
A única indústria cultural é a televisão. Graças à Tupi, Record, Excelsior e Globo.

Ainda há preconceito contra as HQs?
Infelizmente, sim.

O que é mais importante: seu trabalho como acadêmico ou como desenhista?
Nenhum dos dois. Apenas como lutador pelo reconhecimento dos quadrinhos como arte.


Que nota você se daria como desenhista?
Não gosto do meu trabalho como desenhista ou autor de quadrinhos. Gosto do que fiz na TV Excelsior. Nos escritos sobre cinema, onde trabalhei na produção, distribuição na Polifilmes, no cinema como exibidor no cine Marachá e sessões malditas, filmes que programei nas televisões. Gosto dos livros Shazam! E Gloria in Excelsior. A nota como desenhista, na minha opinião é muito baixa. Melhor ver as opiniões dos outros.

ENTREVISTA GENTILMENTE CEDIDA POR RAFAEL SPACA PARA PUBLICAÇÃO AQUI NO BLOG, UMA SINGELA FORMA DE HOMENAGEAR O GRANDE ÁLVARO DE MOYA, UM DOS MAIORES ENTENDIDOS EM HQs NACIONAIS. A ENTREVISTA PODE SER LIDA TAMBÉM NO BLOG DA REVISTA BRAVO EM: https://medium.com/revista-bravo/o-mestre-da-hq-98d4220b0451

segunda-feira, 14 de agosto de 2017